Dia 08. tanta coisa mudou.
Recebi ajuda de onde menos esperava. Uma dessas ajudas foi de uma garota de 23 anos, que tinha o seu próprio relacionamento falido para cuidar. E olhe, com letras maiúsculas.
Eu fui a muleta dela, e ela a minha. Ela saiu de um relacionamento de 7 anos onde tinha tudo material, mas nenhum conteúdo afetivo. Carinho, atenção, presença… poxa, conhecê-la melhor foi uma das coisas que mais fez sentido na minha vida.
Eu, por minha vez, estou saindo de relacionamento que, nos últimos dias está cheio de insights. Um dos mais importantes foi dado por minha terapêuta, hoje pela manhã.
Ela enumerou de forma simples, o meu relacionamento:
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o sexo era bom, mas era raro – vocé é uma pessoa sexual e que precisa disso;
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sempre que ela se dirigia a você era pra exigir mudança, adequação, ou deixar evidente um erro seu aos olhos dela;
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ela não é carinhosa;
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não é presente;
Meu caro, me diga finalmente, por quem você se apaixonou ? Quem você amou ? A quem você dedicou tanto do seu emocional ?
Boa pergunta: onde está a mulher por quem me apaixonei perdidamente ?
Tentei tanto mudar quem sou para atender a suas necessidades. Tentei, de verdade. O que é de fato importante ? Mudar ? Será que não é mais importante aceitar o próximo como ele é e deixar isso ser o foco da relação, com pequenas mudanças aqui ou ali ?
Eu me anulei. Eu fiquei tão preocupado em atender as necessidades de minha parceira que esqueci totalmente de mim. Cheguei ao ponto de pensar em abrir mão totalmente do que acho ou o que quero em um relacionamento, apenas para satisfazer a necessidade dela.
A dor chegou a ser tanta que pensei em abrir mão da minha vida.
Aí chega uma menina de 23 anos, despedaçada pelo sonho do casamento, acordada para uma realidade semelhante a minha, onde não adianta se adequar ao que o outro espera de nós, mas sermos nós mesmos na medida do possível, e me diz, com tanta veemência, que eu sou…
… fantástico, inteligente, bonito, e tenho tantos outros adjetivos que eu consegui finalmente afirmar: “é. não sou tão ruim assim, não sou de se jogar fora”.
Este meu jeito de ser incomodou tanto minha ex que provocou, da sua parte, o rompimento. Faria 1 mês separados. Solteiros, pra todos os fins.
Eu conheci essa garota e saimos juntos. A carne é fraca: a admiração mútua, e uma parcela gigante de carência, de rejeição de quem somos por nossos pares adicionado a um bom chardonnay nos levou naturalmente a carinhos e a um par de beijos.
Algum amigo ou amiga da ex, obviamente, viu isso, porque no dia seguinte recebi uma mensagem perguntando se eu estava feliz com o que tinha feito.
Finalmente, o que eu fiz ? Eu acabei o relacionamento ? Eu tentei. Eu avisei que ela me perderia, inúmeras vezes, verbalmente e por escrito, porque não aguentava mais sofrer. Fui ignorado. Pensei em morrer, eu precisei de ajuda. Eu fui atrás de toda a ajuda que eu pude encontrar. E eu encontrei a do melhor tipo.
Eu ouvi um “me esqueça” que marcou. Eu não sei porque a amo, o que fez meu coração estar em pedaços por causa dessa alma que me quer tão longe, ou tão diferente, para ter o direito de compartilhar de sua presença.
Fato ? Aquela frase me deixou mais leve.
Eu só espero meu amor que, um dia, você entenda como agiu errado, como me destruiu, e como perdeu o homem que, provavelmente, mais te amou. E ainda ama, mas que agora, trabalha analogamente para também esquecer você.
O maior medo que eu tenho, hoje, é que voce me procure, com uma conversa como a do post anterior. Eu tenho certeza de que… cederei.
Mas não deveria.